sexta-feira, 11 de maio de 2012

Lise – Qualquer Frágil Fio de Fantasia (2012)

Lise, projeto do multiistrumentista mineiro Daniel Nunes (também
integrante da banda instrumental Constantina), lançou em 2011 o
CD “Qualquer Frágil Fio de Fantasia”, no qual consolidou seus
experimentos sonoros que absorvem elementos da música
contemporânea aliados ao pós-rock, eletrônica de vanguarda,
música ambiente e até hip hop.

As composições de Lise absorvem a música contemporânea,
eletrônica e ambiente, partindo de temas instrumentais e
experimentação de novas sonoridades. Participaram do álbum
artistas da cena musical alternativa de BH como o
multiinstrumentista Barulhista, Dedig, Matéria Prima e Castilho (os
três últimos, integrantes da banda Zimun), cuja participação resulta
em uma inusitada canção de rap experimental (na faixa "Cuando el
tiempo es la poesia", também conhecida com o título alternativo de
"Parece Constantina").

Em Novembro de 2011, "Qualquer Frágil Fio de Fantasia" foi lançado
em Londres pelo selo DryCry Records.
lise

Preço – R$15,00

Faixas:
01 – Textura Reversa – Daniel Nunes
02 – Com A melhor Das Intenções – Daniel Nunes, Bruno Nunes e Glauco Ferreira
03 – Cuando El Tiempo Es La Poesia – Daniel Nunes, Castilho e Matéria Prima
04 – Vermelho – Daniel Nunes e Barulhista
05 – Entre Segredos e Silêncios... – Daniel Nunes
06 – O Céu No Andar de Baixo – Daniel Nunes
07 – Por Um Mundo Mais Lindo Em Que O Silêncio Não Reina – Daniel Nunes

Lise – Lise (2010)

Primeiros experimentos sonoros de Daniel Nunes com seu projeto paralelo Lise.
Gravado entre 2008 e 2010, o CD reúne composições que partem de temas instrumentais em diálogo com a música minimalista eletrônica.


O CD contêm faixa interativa com vídeos produzidos por Cristiano Lima.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 – Para Você
02 – Lise 05
03 – Sinara Aissatou
04 – Des)enquadramentos
05 – Gotas de Água Sobre A Marimba
06 – Pincelada de Vento Sobre As Folhas
07 – Difuso Em Perspectivas

Todas as faixas de Daniel Nunes

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Juarez Moreira – Ao Vivo No Palácio das Artes (2011)

Cada vez mais, a história da música do século XXI se conta em som e imagem. Por isso, é histórico e importante o show que vai acontecer no Grande Teatro do Palácio das Artes. Juarez Moreira, um dos maiores violonistas brasileiros, grava seu primeiro DVD, registrando em áudio, luz e cores suas harmonias desconcertantes e suas execuções impecáveis.

Mineiro de Guanhães, ilustre discípulo de Toninho Horta e Chiquito Braga, Juarez é violonista, guitarrista, compositor, arranjador e produtor. E vai usar toda a experiência para oferecer ao público uma noite única e inesquecível. No que promete ser um substantivo apanhado da carreira do campeão das cordas, Juarez Moreira (violão/guitarra) vai estar ao lado de músicos à altura de seu talento e de sua biografia.

O show de gravação terá a participação especial de nomes de peso como Wagner Tiso (piano), Nivaldo Ornelas (saxofone), Toninho Horta (violão), André Dequech (piano), Esdra Neném Ferreira (bateria), Kiko Mitre (contrabaixo), Mauro Rodrigues (flauta), Cléber Alves (sax) e Quarteto Táron. “Queremos mostrar todas as formas de tocar com parcerias”, enfatiza o compositor.

Com onze CDs gravados e apresentações bem recebidas por público e crítica em países como estados Unidos, França, Venezuela, Portugal, Itália, Argentina e Finlândia, Juarez já tocou com estrelas como Milton Nascimento, Maria Bethânia, Wagner Tiso, Lô Borges e muitos outros.

Criador e curador do superlativo FIV, Festival Internacional de Violão de Belo Horizonte, lançou recentemente o CD "Riva", de violão solo, e é autor de clássicos da música brasileira, como "Diamantina" (gravado como "Diamond Land" no primeiro disco internacional de Toninho Horta), "Baião Barroco", "Bom Dia" e "Valsa Pra Maria".

O DVD, já batizado de "JUAREZ MOREIRA AO VIVO", vai ser filmado pelo coletivo Alicate, com direção de João Flores e fotografia de Alexandre Baxter. O cenário fica a cargo de Paulo Waisberg e Clarissa Neves.

Preço – R$35,00

Faixas:
01 – Carioca – Juarez Moreira
02 – Bom Dia – Juarez Moreira
03 – Trópicos – Juarez Moreira
04 – Samblues – Juarez Moreira
05 – Choro Para Piazzola – Juarez Moreira
06 – Sue Ann – Tom Jobim
07 – Belle Époque – Juarez Moreira
08 – Cantiga Bossa Nova – Juarez Moreira
09 – Depois do Amor – Juarez Moreira
10 – Diamantina – Juarez Moreira
11 – Samba Para Toninho – Juarez Moreira
12 – Um Chorinho Diferente/Comigo é Assim – E. (?) e Zé Menezes
13 – Alegria de Viver – Luiz Eça
14 – Valsa Para Maria – Juarez Moreira
15 – Cine Pathé – Juarez Moreira
16 – Valsa Para Os Beatles – Juarez Moreira
17 – Baião Barroco – Juarez Moreira
18 – Você Chegou Sorrindo – Juarez Moreira

Aliéksey Vianna – Ébano (2009)

Premiado em mais de vinte concursos internacionais de interpretação, Aliéksey Vianna é um dos principais violonistas de sua geração.
Aos 35 anos de idade, tem se apresentado em várias das principais salas de concerto de mais de 30 países- dentre elas o Carnegie Hall de Nova York, Yerba Buena Center for the Arts de San Francisco, sala Nezahualcoyotl da cidade do México, Stadtcasino da
Basiléia, teatro Cultura Artística de São Paulo e a Ópera do Cairo.

Convidado frequente de diversos festivais, já atuou como solista frente à Orquestra Sinfônica de Campinas e Orquestra de Câmara Musicoop (Brasil), Orquestra Filarmonia das Beiras (Portugal), Orquesta Ciudad de Almeria (Espanha), Orquestra Sinfônica da Basiléia (Suíça), Aukso Tychy Chamber Orquestra (Polônia), Orquestra Filarmônica de Turku (Finlândia), Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, Artaria Quartet (EUA), Knifkvarteten (Suécia) e Quarteto Harmony-Shanghai (China).

Como camerista tem trabalhado ao lado do violoncelista Dimos Goudaroulis, os flautistas Maurício Freire Garcia e Antonio Carlos Carrasqueira e o violonista Dusan Bogdanovic.

Em 2001, foi convidado para integrar um septeto formado especialmente para a apresentação da obra "Le Marteau sans Maitre" , regida pelo próprio compositor, Pierre
Boulez, no Carnegie Hall de Nova York.

É um dos poucos músicos que atua com desenvoltura tanto na música erudita quanto na música popular. Tem colaborado com alguns ícones do Jazz e da música brasileira, tais como o oboista Paul McCandless (do grupo Oregon), o baterista Peter Erskine (Weather Report), o violinista Tracy Silverman (Turtle Island String Quartet), o saxofonista Harvey Wainapple, o trombonista Bill Watrous, o violonista Marco Pereira, o percussionista Décio Ramos (UAKTI), o Baterista "Neném" e o flautista Carlos Malta.

Em 2009 lança seu primeiro trabalho fonográfico com música improvisada: o DVD "Ébano", ao lado do legendário multi-instrumentista Paul McCandless e do pianista Mike Eckroth (do John Scofield Quartet).

Aliéksey começou seus estudos de violão em Belo Horizonte com o professor Rogério Bianchi. Concluiu o curso de Formação Musical da EM-UFMG, onde estudou com os professores Fernando Araújo, Maria Raquel Marcondes e José Lucena Vaz.

Posteriormente foi aluno de Thomas Patterson na University of Arizona. Participou também de Master Classes com Sérgio e Odair Assad, Manuel Barrueco, Abel Carlevaro, Oscar Ghiglia, Hopkinson Smith, Paul Odette, Nigel North e Ralph Towner, entre outros.

Concluiu seu bacharelado no San Francisco Conservatory of Music na classe do professor David Tanenbaum e o mestrado em performance na Hochschule für Musik Basel, na classe de Pablo Márquez.

Preço – R$35,00

Faixas:
01 – Secrets Of The River
02 – New Waltz
03 – Velhos Mitos e Montanhas Distantes
04 – Who Knows
05 – Philosophers Kiss
06 – Nanda
07 – Ébano
08 – Julian
09 – Prelude
10 – Musiverse

Gabriela Pepino – Let Me Do It (2012)

"I wanted to sing a jazzy song / But they wouldn't let me do it / Let me do it, hum, let me do it", suplica, com sua voz quente, Gabriela Pepino no refrão de Let me Do It, música de autoria da artista mineira que batiza e abre seu primeiro disco, lançado pelo selo Ultra Music. Basta ouvir a primorosa gravação desta composição para não restar dúvidas de que Gabriela Pepino pede no refrão para fazer o que sabe. Let me Do It, o álbum, apresenta uma cantora e compositora no domínio pleno e precoce de sua Arte. Uma intérprete hábil no canto de temas de jazz (já defendidos por ela em festivais dedicados ao gênero), blues, soul e pop. Ritmos que sintetizam as influências musicais desta cantora diplomada na Escola de Canto Babaya - em Belo Horizonte (MG) - e pós-graduada na Berklee College of Music, a escola de música mais conceituada dos Estados Unidos, para onde Gabriela Pepino rumou em 2004, quando ainda contabilizava 17 anos.

Impressiona em Let me Do It - disco idealizado e produzido pela própria Gabriela Pepino sob a direção musical do guitarrista Gilvan de Oliveira, autor dos arranjos - a técnica da cantora. A maestria com que suinga e atinge as notas com leveza é típica de veteranos. Contudo, a essa técnica lapidada na última década, o CD alia o requinte instrumental da gravação. Músicos como o baterista Lincoln Cheib, o baixista Adriano Campagnani e o citado Gilvan de Oliveira fazem a cama para que Gabriela Pepino deite e role no canto deste repertório soa absolutamente natural em sua voz. "Fiz neste disco o que eu sempre quis fazer. Eu me preparei muito para gravá-lo e cheguei pronta, sabendo o que queria. A influência do jazz, do blues e do soul é natural. Desde pequena, eu canto em inglês e escuto esses gêneros no meu cotidiano", frisa Gabriela Pepino.

Sim, a veia norte-americana da artista pulsa em Let me Do It de forma natural. O uso recorrente de backing-vocals - todos em fina sintonia com o canto da artista em If I Lived in France, outro tema da lavra de Gabriela Pepino, que cita na letra símbolos do país que abriga a Torre Eiffell - evoca a alma da música norteamericana de outros tempos. Com sua textura orgânica, Let me Do It tem um clima vintage, reverenciando com frescor o som de outras eras em seu repertório essencialmente autoral. My Dream Is You, uma das baladas do disco, exemplifica o apuro dos arranjos - em especial na disposição das cordas da Orquestra de Cordas Sesi-Minas - e a pegada pop de algumas faixas. "O pop também é forte em mim. Mas é pop dos anos 70. Eu deveria ter nascido em outra época", brinca Gabriela Pepino.

De outra época - e do repertório de um ícone feminino do universo pop - vem I Don't Wanna Fight, sucesso de Tina Turner. O tema de Lulu Lawrie (a cantora britânica Lulu, do hit To Sir, With Love), Billy Lawrie e Steve DuBarry foi gravado pela cantora em 1993 no álbum What's Love Got to Do with It, trilha sonora do homônimo filme. Trata-se do último grande sucesso de Tina, rebobinado com habilidade por Gabriela Pepino, sem cair na imitação do registro original da música. Ainda fora da seara autoral que domina Let me Do It, o disco fecha com Someone to Light Up my Life, versão em inglês de Se Todos Fossem Iguais a Você (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes), marco inaugural que abriu em 1956 a monumental parceria de Tom com Vinicius.

A música soberana de Jobim tem seu sotaque universal realçado por Pepino num disco que dialoga com as tradições do soul e do rhythm and blues em temas cantados em inglês como Change e Headache, outras duas inéditas autorais da artista. Tradições abordadas com um feeling orgânico, sem os timbres artificiais e mecânicos das gravações atuais. Mérito potencializado pela mixagem (capitaneada por Henrique Soares Martins no Ultra Estúdio, em Belo Horizonte, onde o disco foi gravado de agosto a outubro de 2011) e pela masterização feita pelo conceituado engenheiro de som Tom Coyne no Sterling Sound, o não menos conceituado estúdio de Nova York (EUA). O apuro técnico na finalização do disco faz com que os sons e instrumentos estejam bem delineados - são perceptíveis as linhas do baixo, por exemplo - sem que a voz de Gabriela Pepino saia jamais do primeiro plano.

É espantosa a naturalidade com que a artista encara um blues como Dose of Scotch (Gabriela Pepino), como se estivesse ambientada em um cabaré dos anos 20 ou 30. O senso rítmico da intérprete também salta aos ouvidos nas interpretações de músicas como Baby (Gabriela Pepino) mais uma prova da inspiração e do talento natural da artista como compositora. A extensão da voz lapidada em aulas de canto é perceptível nas passagens mais altas da balada Unexpected (Gabriela Pepino).

Outra balada do repertório autoral, Deepest Shadow (Gabriela Pepino), chama atenção e se diferencia no disco por trazer a participação de Marina Machado, cantora cultuada no universo pop mineiro. O dueto de Marina com Gabriela resulta harmonioso e valoriza uma canção cheia de vida, pronta para ganhar as paradas.

Como a iniciação de Gabriela Pepino na música, a opção por cantar e compor em inglês acabou sendo natural. "Foi maior do que eu! Essas músicas, que já venho compondo há quatro anos, foram saindo em inglês e já chegaram praticamente com melodia e harmonia prontas", relata Gabriela Pepino.

Em tempos de músicas e cantoras estéreis, programadas para seguir o ritmo do momento, Let me Do It aplica injeção de vitalidade e honestidade no mercado viciado. Gabriela Pepino é uma cantora de verdade que faz música de verdade. Como nos velhos tempos. A História - e o sucesso da saudosa Amy Winehouse (1983 ?? 2011) corrobora a tese - tem sido favorável a quem segue essa trilha retrô com alma. Let Gabriela Pepino Do It!
*por Mauro Ferreira

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Let Me Do it – Gabriela Pepino
02 – If I Lived In France – Gabriela Pepino
03 – My Dream Is You – Gabriela Pepino
04 – Headache – Gabriela Pepino
05 – Dose Of Scotch – Gabriela Pepino
06 – Baby – Gabriela Pepino
07 – I Don’t Wanna Fight – Lulu Lawrie, Billy Lawrie e Steve DuBerry
08 – Unexpected – Gabriela Pepino
09 – Deepest Shadow – Gabriela Pepino
10 – Change – Gabriela Pepino
11 – I Can’t Wait – Gabriela Pepino
12 – My Blues – Gabriela Pepino
13 – Someone To Light Up My Life – Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Gene Lees

Pato Fu – Música de Brinquedo (2010)

E se…?
O Pato Fu sempre levou a sério essa pergunta e sempre pagou pra ver. Dessa vez a pergunta foi: e se gravássemos um disco inteiro só usando instrumentos de brinquedo? Não um disco de música infantil, mas um disco de música “normal” filtrada por essa sonoridade.

A ideia pareceria absurda há poucos anos. No entanto, desde o CD Daqui Pro Futuro (2007) começamos a flertar com sons de caixinhas de música, realejos, pianos de brinquedo… Em algumas de minhas produções recentes usei muitos desses instrumentos, muitos comprados como presente à nossa (minha e de Fernanda) filha de 6 anos, mas que acabavam invariavelmente na frente de um microfone na sala de gravação do estúdio que temos em casa.

E tinha mais. Quase todos nós – e os amigos próximos – viramos papais e mamães nos últimos anos. A temática infantil passou a nos comover. Ao mesmo tempo, sentimos que seríamos capazes de fazer algo para pais e filhos que tivesse uma das características que mais gostamos na música: terem duas (ou mais) camadas de entendimento, um “Muppet Show” de carne, osso e música, diversão para os adultos, sem aborrecimento pros pequenos, e vice-versa.
Decidimos então gravar uma primeira música como um teste. Essa foi “Primavera”. Ficamos muito empolgados, parecia algo do tipo “por que não pensamos nisso antes!?”. Registramos em vídeo o processo, fizemos uma rápida edição pra mostrar pra alguns amigos. O efeito “sorriso estampado” que tínhamos na nossa cara apareceu instantaneamente na face das outras pessoas também. Chegamos à conclusão que não estávamos ficandos loucos.

Isso faz mais de um ano, foi no começo de 2009. De lá pra cá, muito trabalho – e diversão. Um projeto como esse é mais complicado que um disco comum. A começar pelos próprios instrumentos. Não só são mais difíceis de se tocar, mas também de se encontrar. Nem todos os instrumentos de brinquedo são “tocáveis” e separar as tranqueiras das verdadeiras jóias é uma empreitada e tanto. Bastante pesquisa foi feita em lojas, oficinas artesanais e sites. Eu, por exemplo, em qualquer viagem que fiz nesse período, voltava com a mala cheia de cornetas de plástico, tecladinhos eletrônicos baratos e qualquer tipo de traquitana que pudesse fazer um som e tivesse um apelo infantil.

Outro fator estranho ao nosso método habitual de fazer discos foi o repertório. Estamos acostumados a ir juntando material inédito, novas composições, letras, melodias soltas ao longo de uma turnê, pra gerar um disco novo ao final. Isso nunca parou, e de fato temos um tanto de material que poderia ser justamente o ponto de partida para um novo álbum de inéditas (não, não estamos em crise criativa, antes que alguém pergunte…). Mas esses arranjos de brinquedo teriam um efeito muito mais potente se aplicados a canções conhecidas.

Aí é que estava a graça, que ficou muito clara quando fizemos “Primavera”: colar essa sonoridade em clássicos do pop, recriar todas as frases melódicas de músicas que não fossem só conhecidas, mas que tivessem arranjos emblemáticos. O que procuramos é o prazer de ouvir velhas canções adultas em seus arranjos originais, tirados praticamente nota por nota, só que com instrumentos de brinquedo. E assim fizemos. Descobrimos quais seriam estas canções. Foi mais difícil do que a gente pensava. Eram muitos os pré-requisitos que as candidatas tinham que trazer. Mas estão aí, e estamos muito orgulhosos de como ficaram ao final.

Por último, o elemento surpresa: a participação das crianças cantando. Bem, nunca se sabe o que uma criança vai fazer. Às vezes ela não faz o que você quer. E às vezes o que ela faz é muito melhor do que o que você queria. Não queríamos aquela sonoridade “coral de crianças”, e sim pequenas participações, marcantes e carregadas da inocência e desafinação pura de espírito que só as crianças conseguem. Acho que conseguimos, e foi um aprendizado e tanto.

E sim, o disco foi todo gravado com instrumentos de brinquedo ou miniaturas. Também foram utilizados instrumentos ligados à musicalização infantil como flauta, xilofone, kalimba e escaleta. Um cavaquinho foi usado como violão folk e também como baixo. O piano de brinquedo, o glockenspiel de latão e o kazoo de plástico foram os reis do pedaço. Um tecladinho-calculadora Casio VL1 fez a alegria das crianças na faixa dos 40 aqui. Qualquer brinquedo valeu, seja de madeira, pelúcia ou eletrônico.

Em uma outra ou outra raríssima ocasião, sampleamos o brinquedo para que fosse mais fácil (na verdade o certo seria dizer “possivel”) tocá-lo com alguma eficiência. E chegamos ao ponto de usar um reverb de mola de brinquedo para processar alguns sons. Tudo está gravado com suas imperfeições, afinação duvidosa e barulho de articulação de peças móveis. Se você prestar atenção – como um adulto – vai perceber. Ou apenas se divirta – como uma criança.

Foi um prazer fazer esse disco, esperamos que sintam o mesmo ao ouví-lo.
*por John Ulhoa


Preço - R$25,00

Faixas:
01 – Primavera (Vai Chuva) – Cassiano e Sílvio Rochael
02 – Sonífera Ilha – Branco Mello, Marcelo Fromer, Toni Bellotto, Ciro Pessoa e Carlos Barmak
03 – Rock And Roll Lullaby – Barry Mann e Cynthia Weil
04 – Frevo Mulher – Zé Ramalho
05 – Ovelha Negra – Rita Lee
06 – Todos Estão Surdos – Roberto Carlos e Erasmo Carlos
07 – Live And Let Die – Paul McCartney e Linda McCartney
08 – Pelo Interfone – Ritchie e Bernardo Vilhena
09 – Twiggy Twiggy – Lalo Schifrin, Hal David, Burt Bacharach, Morton Stevens e Nanako Sato
10 – My Girl – Smokey Robinson e Ronald White
11 – Ska – Herbert Vianna
12 – Love Me Tender – Elvis Presley e Vera Matson

Juarez Maciel e Grupo Muda – Jazzidas (2011)

“Jazzidas” tem influências e referências de ritmos caribenhos, que vão da salsa cubana ao ska jamaicano e ritmos brasileiros, como samba, xote, entre outros, sem deixar de mencionar as improvisações jazzísticas, que também marcam forte presença. Com uma técnica apurada e uma sonoridade contagiante, os metais se revezam nas improvisações desenvolvendo diferentes linhas melódicas e conduzindo o público ao universo único da música instrumental.

Gravado no Estúdio Murillo Corrêa em maio e junho de 2011 –
Belo Horizonte/MG - Brasil
Gravação e mixagem: Bruno Corrêia
Mixagem: André Cabelo
Projeto Gráfico: Alamedalua Design
Produzido por: Juarez Maciel

Juarez Maciel - Piano, arranjos e composições
Felipe Fantoni - Baixo Acústico
Bill Lucas - Percussão
Paulo Thomaz - Violino
Jonas Vitor - Sax Tenor
Wagner Carvalho - Trompete e Flugelhorn
Marco Daniel - Trompete Nipe ( 1 – 5 - 6 )
Tino - Trompete ( 1 – 3 – 5 – 6 )
Eduardo Campos - Bateria e Vibrafone
Roberto Junior - Sax Bartíono
Leonardo Brasilino - Trombone e arr. Sax Barítono.
Fabio Gonçalves - Guitarrra (1 -3 - 5 )
Pablo Passini - Guitarra (2 - 4 – 6)

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Safira
02 – Origami
03 – Fora do Tempo
04 – Funk Estrela
05 – Náufragos
06 – Diadorim

Todas as composições de Juarez Maciel

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Luiza Brina e O Liquidificador – A Toada Vem é Pelo Vento (2012)

Após realizar pela Europa uma turnê de lançamento do álbum \" A toada vem é pelo vento\" , a cantautora Luiza Brina lança seu primeiro disco ao lado do grupo O Liquidificador.

Com produção musical de Luiz Gabriel Lopes - graveola e o lixo polifônico, o álbum foi gravado durante uma semana de setembro de 2011 em Belo Horizonte, ao lado da banda O Liquidificador - que vem acompanhando a compositora há um ano.

Luiza Brina tem verdadeiro amor pelos gestos e culturas populares tão próprios do Brasil. Não obstante, tem apreço e interesse profundos pela música cubana. Assim, de um amontoado de cruzamentos de influências e culturas nascem as canções da mineira que há dois anos mora no Rio de Janeiro.

O grupo O Liquidificador conta a violoncelista Larissa Mattos, os percussionistas: Analu, Christiano de Souza e Flora Lopes, e o quarteto de sopros: Ana Estrela - sax tenor, Maria Raquel Dias - clarineta, Joao Paulo Prazeres - sax soprano e flauta) e Thais Montanari - flauta.

Os musicos conjugam suas diversas bagagens musicais, onde o público é cúmplice de suas trocas e pode conferir a diversidade de influências e gêneros em que se aventuram as canções e seus arranjos: o xote, a ciranda, a salsa, o pop, o samba, o guaguanco, o boi, dentre outros.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 – Praça do Meio Mundo – Luiz Gabriel Lopes e Luiza Brina
02 – Somos Só – Luiza Brina
03 – Catamarã – Augusto Barros, Laura Lopes e Luiza Brina
04 – A Menina Que Flutua Dentro D’Água – Luiza Brina
05 – Aurora – Luiza Brina e Maria Raquel Dias
06 – Back In Bahia – Gabriel da Luz e Luiza Brina
07 – Ocaso – Luiza Brina e Nina Aragon
08 – A Toada Vem é Pelo Vento – César Lacerda e Luiza Brina 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Urucum Na Cara – À Beira do Dia (2012)

Criado em 2000, o Urucum na Cara trabalha com a proposta de buscar a intercessão entre o antigo, o ancestral e urbano e o contemporâneo.

Com um repertório autoral e arranjos produzidos em laboratórios de criação coletiva. O resultado disso é um trabalho sintonizado com novas tendências da música, com misturas inusitadas proveniente das referencias estéticas de seus integrantes.

O grupo, que começou em apresentações de calouradas do circuito universitário, representou, em 2009, o estado de Minas Gerais no XXXV Festival Internacional Cervantino Callejero del CLETA, que aconteceu na cidade de Guanajuato, México.

O festival, independente e sem fins lucrativos, seleciona bandas de músicas e grupos de teatro de vários países desde 1975. As apresentações do festival foram baseadas em três temáticas: sustentabilidade ambiental, igualdade de classes e respeito aos direitos humanos.

Além de canções com a temática social, o grupo investe no resgate às origens étnicas esquecidas pela sociedade brasileira. “Tanto o índio quanto o negro estão presentes no imaginário social brasileiro. Queremos desconstruir a imagem caricata que ficou estigmatizada nestes grupos e valorizar as suas verdadeiras identidades, que compõe muitas características da sociedade brasileira”, afirma Rubens Aredes, um dos integrantes do Urucum Na Cara.

Preço – R$20,00

Faixas
01 – Abram Alas – Gustavo Amaral
02 – Erê – Irene Bertachini
03 – Cúria – Leandro César e Sérgio Pererê
04 – Maria – Ismar Quadros, Irene Bertachini e Rubens Aredes
05 – Foi Assim – Paulo César Anjinho
06 – Doce Relento – Irene Bertachini e Hernani Guimarães
07 – Sinhazinha – Gustavo Amaral e Irene Bertachini
08 – Angola – Luna Mattos
09 – Caboclo – Ismar Quadros e Leandro César
10 – Clarear – Leandro César e Luiz Gabriel Lopes
11 – Samba Pra Beagá (Mudança Radical) – Gustavo Amaral
12 – Janaína – Rubens Aredes

Zé da Guiomar – Samba Feiticeiro (2012)

Somando 12 anos de carreira, o grupo mineiro Zé da Guiomar lança o terceiro cd de sua trajetória, intitulado Samba Feiticeiro, o disco mistura o acarajé com o pão de queijo mineiro e apresenta músicas inéditas de compositores baianos além de algumas releituras criativas.

Considerada uma das mais requisitadas bandas de BH, o Zé da Guiomar, que iniciou sua trajetória em 2000, tem como repertório o melhor do nosso samba com inserções na bossa nova.

Formado por Márcio Souza (vocal e violão), Valdênio (cavaquinho), Renato Carvalho (sax), Totove Ladeira (percussão), Analu (percussão) e Marcelinho do Vale (percussão), e tendo como músico convidado o trombonista Marcos Flávio, o Zé da Guiomar foi um dos principais responsáveis pelo fortalecimento e renovação do samba na capital mineira.

Depois de pesquisar in loco, o Zé da Guiomar, escolheu 13 pérolas, entre inéditas e clássicos, de compositores como Batatinha, Riachão, Roque Ferreira, Nelson Rufino, Edil Pacheco, Walmir Lima, Paulo César Pinheiro, Wilson das Neves e Seu Régis, além de compositores da nova geração, como Dú Marques e Pedrão. O disco se encerra com o clássico ¨Você já foi a Bahia?¨ de Dorival Caymmi citado em canções de Lenine e Caetano Veloso.

Samba Feiticeiro foi produzido pelo instrumentista e arranjador carioca Jayme Vignoli e conta com importantes participações de Wilson das Neves, Pedro Miranda, Walmir Lima, Edil Pacheco e As Formosas (Babaya, Celiha e Lu). Sem esquecer os talentos mineiros, também foram convidados os instrumentistas Pereira da Viola, Marcos Flávio, Thiago Delegado, Gustavo Monteiro, Juliana Perdigão, Robson Batata, Rafael Leite, Alexandre Batista, Agostinho Paoluci e Rodrigo Torino.

De acordo com Jayme Vignoli, “com este Samba Feiticeiro, Zé da Guiomar adentra com categoria de sobra o baile e, no samba de roda, nos provoca através de umbigada chamando pra dançar. Não há como ficar parado. Não há como não se emocionar. Deve ser feitiçaria mesmo”...

Preço – R$25,00

Faixas
01 – Samba Resposta – Du Marques e M. Paulista
02 – Fio de Esperança – Nelson Rufino e Edil Pacheco
03 – Moça Morena Maria – Wilson das Neves e Edil Pacheco
04 – Inventor do Trabalho – Batatinha
05 – Santo Amaro é Uma Flor – Edil Pacheco e Walmir Lima
06 – Tristeza – Reginaldo de Souza
07 – Quebra-Mar – Walmir Lima e Pedrão
08 – Samba Feiticeiro – Edil Pacheco e Paulo César Pinheiro
09 – Águas Passadas – Roque Ferreira e Alberto Fonseca
10 – Retrato da Bahia – Riachão
11 – Direito de Sambar – Batatinha
12 – Despedida – Walmir Lima e Noca da Portela
13 – Você Já Foi à Bahia? – Dorival Caymmi   

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Djambê - o mundo não é só eu...(2011)

Misturando ritmos regionais brasileiros com elementos do pop contemporâneo, o Djambê canta com força e beleza temas como consciência social e sustentabilidade. A banda leva para o palco o conceito da reciclagem funcional, utilizando em seu set de percussão e bateria instrumentos como: extintores, bojo de máquina de lavar, tampa de fogão, enxadas, tampinhas de garrafa pet, entre vários outros objetos.

O álbum de estréia, “o mundo não é só eu...”, lançado em outubro de 2011, apresenta um repertório inspirado, marcado pela carga poética e a diversidade de texturas percussivas. As participações no registro ficaram por conta de nomes relevantes da cena mineira, como Sérgio Pererê, Pedro Morais, Gustavo Negreiros (Black Sonora), Roger Deff (Julgamento) e Renato Caetano (ex-maestro da Orquestra Mineira de Viola).

Formada em Belo Horizonte, no ano de 2004, o Djambê também já foi destaque em festivais importantes, como o Festival Lixo e Cidadania (1º lugar 2009), Festival da Canção de Lagoa Santa (1º lugar 2009 e 2011 e melhor intérprete 2011) e Etapa Mineira do Festival da ARPUB (1° lugar 2010).

Integrantes:
Emílio - voz, violão, pandeiro e samplers
Rodrigo Magalhães - baixo, voz e samplers
Pedro Cassini - guitarra
Fernando Monteiro – bateria

Preço – R$10,00

Faixas
Faixas:
01 – Jorge Faroleiro
02 – Guerreiro de Paz
03 – O Fio
04 – Bullet Time
05 – José
06 – Creia Para Ver
07 – Armaram a Bomba
08 – Vinheta Prozóica
09 – Oração à Vida
10 – Parque Terrestre
11 – Vale a Metade
12 – Ascensão
13 – Cativeiro

Todas as composições de autoria de Djambê        

UAI SOUND SYSTEM - UAISS (2011)



Uai Sound System (UAISS) formado em meados de 2008, é um grupo de Belo Horizonte que vem com uma roupagem de identidade nacional mineira dentro dos estilos musicais como o rap, reggae e ragga.

Um dos pioneiros na Cena ragga Dance hall local, levam a Vibe Positiva ao Mundo Alternativo dos Mineiros. Utilizando da sua sonoridade mesclada, um diálogo com outros estilos musicais alternativos e ritmos regionais.

O UaiSS tem entre seus integrantes, pessoas que participam diretamente e indiretamente com a Cultura e Movimento Hip Hop e Regueiro em Minas Gerais. Formado por três Mc's, Gordão, Brunão e Vivi, e um Selecta (seletor de bases e efeitos sonoros), Shom. Trazem em suas músicas um estilo marcante com bases acústicas e ou digitalizadas sempre envolventes.

Sem priorizar a agressividade, sexualidade ou futilidades trazem músicas com temas sobre o cotidiano do brasileiro, letras de expressão, ideologia pacífica e altruista pregando a Paz e Comunhão entre os seres.

O Objetivo do grupo é transmitir mensagens positivas com suas letras, fazer parte ativamente da área musical em Minas e expandir a Cultura Underground levando-a do Hip Hop ao Reggae e também a tantos outros caminhos e estilos. Divulgando idéias para o crescimento pessoal e social, fazendo fusão de ritmos e tentando através da música quebrar preconceitos. Atingir as pessoas com música, ritmo e dança,transmitindo mensagens de Paz, Comunhão, Luta e Mudança, para promover a integração e valorização das riquezas artístico-sócio-cultural.

Preço – R$5,00

Faixas
01-    Intro
02 – Bum Fya
03 – Vou Queimar
04 – Selva de Concreto
05 – Vamos Todos Juntos Lutar
06 – Clima Tenso
07 – Desistir Jamais
08 – Hou Jah
09 – Majestade Caipira
10 – Sente O Peso
11 – Interlúdio
12 – Eu Quero A Paz
13 – Exército do Ragga
14 –Sentimentos
15 – Menina Linda
16 – Por Amor
17 – Deixa O Menino
18 – O Caminho
19 – Mafioso Dancehall

Todas as composições de Uai Sound System

Jucilene Buosi - Um retrato (2012)

Segundo CD de Jucilene Buosi, “Um retrato” revela suas origens e referências musicais em performances vocais colocadas a serviço da canção. Para tanto, escolheu compositores sulmineiros e regravações de Milton Nascimento, Joyce, Fátima Guedes, Alceu Valença e do grupo inglês Renaiscense, com elaborados arranjos acústicos.

O álbum, gravado no Estúdio Visom, no Rio de Janeiro, teve arranjos e pianos de Ravi Kefi, cello de Lui Coimbra, sax tenor e soprano de Widor Santiago, percussões de Marco Lobo, violino de Gustavo Fechus, violão de Elder Costa e participações vocais de Wolf Borges e Carlos Lara, numa produção de Marcello Dalla e direção artística de Wolf Borges.

Sobre Jucilene Buosi
Entusiasta e representante da cultura do Sul das Minas Gerais, Jucilene Buosi lança “Um retrato”, onde canta seus compositores acompanhada por artistas do primeiro time da música brasileira – revelando a maturidade vocal e artística alcançada pela intérprete.

Atriz e cantora, atuou em grupos de teatro experimental, corais cênicos, óperas e espetáculos musicais. Gravou em 2007 a trilha sonora do monólogo musical “1984, Uma leitura musical”, baseado na obra de George Orwell, com trilha sonora e roteiro de Wolf Borges, sob direção do coreógrafo Tuca Pinheiro.

Com o monólogo apresentou-se em diversas cidades brasileiras e em universidades, desenvolvendo um projeto integrado de arte e educação. "1984" foi transmitido pela TV Cultura/Rede Minas em sua apresentação no Museu da Pampulha, em BH. Em 2010/2011 foi premiada no Projeto Rumos (Fundação Itaú Cultural, SP).

Em 2009 foi premiada no projeto Cantoras Daqui (BDMG Cultural, BH). Em 2006 foi semifinalista do Concurso Internacional de Canto Lírico Bidu Sayão (Belém/PA). Em 2001/2002 foi bolsista da Fundação Vitae/SP, desenvolvendo extenso projeto de estudo de interpretação cênica e técnica vocal voltado à ópera, com o soprano Neyde Thomas (Curitiba/PR).

Preço – R$20,00

Faixas
01 – Amor EmVão – Ravi Kefi
02 – Na Primeira Manhã – Alceu Valença
03 – Pedra de Atiradeira – João Ayres e Binê Zimmer
04 – Com Os Amigos – Marcos Mesquita Filho
05 – Um Cafuné Na Cabeça, Malandro, Eu Quero Até de Macaco – Milton Nascimento e Leila Diniz
06 – Balanço – Raimundo Andrade
07 – Duas Ou Três Coisas – Joyce
08 – Eu Sei – Wolf Borges
09 – Se Outra Paixão – Elder Costa e Madhav Bechara
10 – Fraqueza – Fátima Guedes
11 – Carpet of The Sun – Michael Dunford e B. Thatcher
12 – Eles Procuram Um Amor – Omar Fontes Jr. e Marcellus Salomon Bezerra
13 – Verão – Dinho Caninana
14 – Maria, Maria – Milton Nascimento e Fernando Brant

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Marcos Paiva e MP6 – Meu Samba No Prato – Tributo A Edison Machado (2011)

João Gilberto revolucionou a música brasileira em 1958 ao sintetizar a batida do samba no seu violão. A revolução do baterista Edison Machado (1934 - 1990) foi mais silenciosa - ainda que explosiva. Machado sintetizou a batida do samba no prato de sua bateria e marcou época nos anos 60 - a década da proliferação do samba-jazz - com seu som inovador e com o toque incendiário de sua bateria. Integrante dos trios Bossa Três e Rio 65 Trio, o baterista lançou álbum antológico, Edison Machado É Samba Novo (1964), uma das referências máximas do samba-jazz produzido na época.

É este disco que o contrabaixista Marcos Paiva celebra em especial no CD Meu Samba no Prato - Tributo a Edison Machado, gravado por Paiva com seu sexteto MP6. Sem jogar nota fora, mas com inventividade, o sexto reverencia o estilo de Machado ao tocar seis temas. Quatro - Edison #2, Edison #3, Edison #5 e Edison #6 - são composições de Paiva, criadas com inspiração no referencial álbum de 1964. As outras duas são inventivas abordagens de Aquarela do Brasil (Ary Barroso) - tingida com as cores da dissonância - e Acender as Velas (Zé Kétti).

Com carreira solo iniciada em 2007, Paiva - músico criado em Minas Gerais e hoje radicado em São Paulo (SP) - surpreende positivamente neste CD, tanto pelo toque de seu contrabaixo acústico como pelo entendimento de que seu tributo a Machado somente resultaria satisfatório se o seu instrumento não fosse o centro do disco. Sem egotrips, Paiva permite que o MP6 toque samba-jazz à moda tradicional. É samba velho, mas cheio de frescor. Para quem gosta do gênero, o CD é prato cheio de ótima música.
*por Mauro Ferreira

Preço – R$20,00

Faixas
01 – Aquarela do Brasil – Ary Barroso
02 – Edison #3 – Marcos Paiva
03 - Edison #2 – Marcos Paiva
04 – Acender As Velas – Zé Kéti
05 – Edison #6 – Marcos Paiva
06 – Edison #5 – Marcos Paiva

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Renato Motha e Patrícia Lobato - Shabds para a paz (2006)

O álbum com 9 faixas foi gravado em 2006, lançado no Japão em Março de 2007 pelo selo NRT/MARITMO, e no Brasil, em Junho do mesmo ano.

Shabds para a paz apresenta uma seleção de mantras da tradição indiana, revestidos por melodias, harmonias e ritmos tipicamente brasileiros. Os mantras interpretados por Renato Motha e Patricia Lobato, fazem parte do repertório de kirtans do Kundalini Yoga, uma escola cujas práticas são baseadas nos ensinamentos do Mahan Tântrico indiano Yogi Bhajan (1929 - 2004), quem em 1969, apresentou essa tecnologia ao Ocidente.

Preço – R$25,00

Faixas
01 - ONG NAMO - Guru Nanak (séc XV)
02 - AD GURE NAME - Guru Nanak (séc XV)
03 - MUL MANTRA - Guru Nanak (séc XV)
04 - GURU RAM DAS - Yogi Bhajan (séc XX)
05 - WAAH YANTI KAR YANTI - Patanjali (1.000aC)
06 - RAKHE RAKHANHAAR - Guru Arjun (séc XVI)
07 - SAT SIRI SIRI AKAAL - Yogi Bhajan (séc XX)
08 - GOBINDE MUKANDE - Guru Gobind Singh (séc XVIII)
09 - SAT NAM - Guru Nanak (séc XV)

Renato Motha – Trilha das Mãos (1999)

Este álbum traz uma trilha criada por Renato Motha para um espetáculo cênico-musical em parceria com a bailarina e coreógrafa Dudude Herrmann. É um disco solo, mesclando vocalizações e solos de violão. Um trabalho inusitado, em que Renato usa de maneira particular sua voz e seu corpo como instrumentos.

Este álbum, gravado em Belo Horizonte, de janeiro a março de 1999, no Estúdio Via Sonora por Demerval Filho (Dedé), mixado Estúdio Fibra – RJ, por Marcos Vicente, e masterizado na Vison Digital – RJ, por Luiz Tornaghi, traz fotos de Márcia Charnizon e Roberto Tostes, com projeto gráfico de Otávio Bretãs.

A concepção deste trabalho abre espaço para a improvisação, possibilitando assim, a livre expressão de ambas as artes.

Preço – R$25,00

Faixas
01 - O Mundo (Renato Motha)
02 - Dança das Cordas (Renato Motha)
03 - Zum Zum (Renato Motha)
04 - Viageiro (Renato Motha)
05 - Shakti (Renato Motha)
06 - Pajé (Renato Motha)
07 - Tric Trac (Renato Motha)
08 - Passarinho (Renato Motha)
09 - No Tom da Chuva (Renato Motha)
10 - Samplerman (Renato Motha)
11 - Trilha das Mãos (Renato Motha)
12 - O Olhar da Moça que Dança (Renato Motha)

Renato Motha e Patrícia Lobato – Antigas Cantigas (1999)

Desde criança, Renato Motha ouvia na voz de sua mãe as músicas de seresta, valsas, modinhas, e só mais tarde pôde perceber a riqueza daquelas canções que povoaram sua infância.
Em 1998, Renato elaborou um projeto com o objetivo de registrar em disco parte desse repertório numa leitura pessoal, mas preservando-lhe a essência.

Em 1999, Renato Motha lança com Patricia Lobato o álbum Antigas Cantigas Brasileiras, e recebe sua mãe, Zaíra Fernandes Mota, para dividir com ele a faixa É a ti flor do céu.

O CD foi gravado e mixado por Demerval Filho no estúdio Via Sonora, materizado por Evandro Lopes no Estúdio Sonhos & Sons em Belo Horizonte, produzido e arranjado pelo próprio Renato, que tocou violão, além de vocalizar os sons de trompete e cordas. Também contou com as participações de Robério Molinari (piano), Marcelo Rocha (clarinete) e Nenén (percussão).

Vale destacar o projeto gráfico feito por Otávio Bretas, com foto da capa de Wilson Baptista, fotos de época de Belo Horizonte, e do acervo particular de Patricia e Renato, abrindo-nos um antigo álbum de família.

Preço – R$25,00

Faixas
01 - Morena morena (Domínio Público)
02 - Prenda minha (Domínio Público)
03 - Eu sonhei que estavas tão linda (Lamartine Babo e Francisco Mattoso)
04 - Bodas de prata (Roberto Martins e Mário Rossi)
05 - Tim Tim (Domínio Público)
06 - Sabiá lá na gaiola (Domínio Público)
07 - É a ti flor do céu (Teotônio Alves Pereira e Modesto A. Ferreira)
08 - Róseas flores d’alvorada (Domínio Público – recolhido e arranjado por Mário de Andrade)
09 - Adeus Sarita (Domínio Público)
10 - Pingo d’água (Domínio Público)
11 - Casinha Pequenina (Domínio Público – Arranjo para piano de Radamés Gnatalli)
12 - Quem sabe? (Carlos Gomes e Bittencourt Sampaio)

Renato Motha – Amarelo (1998)

O álbum com 19 faixas foi lançado em 1998, marcando o início da parceria de Renato Motha com Patricia Lobato. Amarelo é um disco autoral, trazendo também releituras de Motha para clássicos da MPB, além das participações de Ivan Lins, Bob Tostes, Marku Ribas e Patricia Lobato.

Com projeto gráfico de Marcilio Godói e fotografia de Márcia Charnizon, o álbum foi gravado por Fernando Rodrigues e Perón Rarêz, no estúdio 108 em Belo Horizonte, mixado por Enrico de Paoli, no estúdio Impressão Digital no Rio de Janeiro, e masterizado também no Rio, no Magic Máster, por Ricardo Garcia, com arranjos, direção e produção do próprio Renato.

Preço – R$25,00

Faixas
01 - Amarelo (Renato Motha e Patrícia Lobato)
02 - Boto Fé (Renato Motha)
03 - Correntes (Renato Motha e Valter Braga)
04 - Magamalabares (Carlinhos Brown)
05 - Cafarnaum (Renato Motha e Patrícia Lobato)
06 - Mussulo (Renato Motha e Patrícia Lobato)
07 - Tan - Sem (Renato Motha)
08 - É Tudo Tão Bom Com Você (Renato Motha)
09 - Guardiã (Renato Motha e Valter Braga)
10 - Vieste (Ivan Lins e Vitor Martins)
11 - Sete Véus (Renato Motha)
12 - Gata Patty (Renato Motha)
13 - Meu Bem Querer (Djavan)
14 - Verde Que Te Quero Ver-te (Renato Motha e Patrícia Lobato)
15 - Mundo Azul (Renato Motha e Patrícia Lobato)
16 - Daniel (Renato Motha)
17 - Fotografia (Antônio Carlos Jobim)
18 - Flor de Mim (Renato Motha)
19 - Minha Casinha (Domínio Público)

Regina Spósito (2001)

Primeiro trabalho solo da cantora Regina Spósito, o CD de mesmo nome foi produzido por ela em parceria com o arranjador e compositor Flavio Henrique. Apresenta composições de Vander Lee, Renato Motha, Flavio Henrique, Zeca Baleiro dentre outros.

Preço – R$25,00

Faixas
01 - Eu Não Vejo Nada (Vander Lee)
02 - Pra Ela Passar (Vander Lee)
03 - Cabra-Cega (Renato Motha e Vander Lee)
04 - Costura da Vida (Sérgio Pererê)
05 - Choro do Fim do Mundo (Flávio Henrique e Zeca Baleiro)
06 - To (Elton Medeiros e Tom Zé)
07 - Chazinho com Biscoito (Vander Lee)
08 - Se Pudesse com Você (Affonsinho)
09 - O Amor (Flávio Henrique, Renato Negrão e Makely)
10 - O Olho (Vander Lee)
11 - Eu Não Vejo Nada (Vander Lee)

Regina Souza – Outonos (2010)

Quando pensei em fazer esse disco, mergulhei fundo em várias questões pessoais e artísticas. Até porque, alguns anos se passaram desde que lancei meu primeiro CD, “Regina Spósito”. Como dizia minha avó, “na hora a hora chega”, senti que tinha chegado a hora de apresentar um novo trabalho.

Pensei no Rodrigo Campello como produtor, mas não o conhecia. O Tim Rescala fez a ponte pra mim, a Raquel Hallak resolveu as questões de produção e no final de 2005 fui ao Rio pra gente se conhecer.
Tudo certo, marcamos de começar em março de 2006.

No meu segundo encontro com o Rodrigo levei algumas músicas, mas também composições que tinha feito com o Vander Lee. Minha proposta tinha mudado um pouco e o Rodrigo brincou “se o caminho é esse, vamos relaxar com o prazo. Tem disco que é assim, tem disco que é assado”.
E o nosso ficou assim assado. Eu levando as parcerias que fazia e músicas que pedi para alguns amigos e o Rodrigo fazendo lindos arranjos para as canções.

“A estrada” eu cantava há muito tempo nos meus shows. “Se você quiser mais sem bronquear” eu conheci quando fazia uma pesquisa de repertório para o meu primeiro disco. Mas acho que as primeiras canções que levei foram “Desfeito”, “Fado” e “O atendente”.
E foi assim durante toda a produção. Música por música. Uma história com cada “parceiro”: meu marido Vander Lee e meus amigos Flávio Henrique, Affonsinho, Zeca Baleiro e Lokua Kanza. Sérgio Pererê e o seu jeito simples e profundo de falar da vida, e Paulinho Moska, que gentilmente adaptou pra mim a sua versão para “Depois que te perdí”, do Kevin Johansen.

Dois anos depois concluimos as gravações, com a participação de músicos extraordinários. Rodrigo já havia feito toda a pré-produção, tocado vários instrumentos, feito os arranjos e as programações. Depois veio o Marcos Suzano. Sempre o admirei e foi uma alegria conhecê-lo. O Carlos Malta já havia participado do meu primeiro CD e, sendo sua fã, não imaginava o disco sem a sua participação. O Lui Coimbra fez todo o sentido em “Quem sou eu”. Aquela rabeca é o som que me lembra Bocaiúva, norte de Minas, de onde veio minha família Souza. Tiveram meus amigos Juarez, Lincoln e Fiúza. Estava em casa.

O Marcos Nimrichter, que levou a musete para o estúdio. Mesmo antes de ter um repertório eu sonhava com aquele som no disco. O Jr.Tostoi, que eu encontrava no MiniStereo, temperou “Eu e você” com suas guitarras, e ainda o Krassic, Everson, Jovi, Bodão, Ronaldo Diamante e Artur Dutra que conheci no estúdio e foram muito bacanas.

Gravei as vozes na Bemol. Babaya fez as vezes de cupido na participação do Vander Lee. Um dia, gravando “Mais samba e menos lágrimas”, ela deu a idéia de o Vander Lee cantar um pouco comigo, pra me soltar um pouco mais na música, e aí ... é claro, ficou pra sempre. Também a nossa filha Clara foi ao estúdio e ficamos cantando “Quem sou eu”, de brincadeirinha, mas bem que eu queria ter sua voz no disco... Na mixagem o Rodrigo me fez a surpresa: sua vozinha estava lá! Também chamei minha irmã Tereza e minhas amigas Marina, Celinha, Lú e Babaya para fazer o coro de “Mais samba...”, um coro afetivo!

De volta ao Rio, quando já estávamos quase terminando a mixagem do disco, chega a voz do Lokua Kanza, que gravou de longe, um sonho de participação para a nossa “Outonos”!
Ainda tinha muito chão pela frente. Mas dei muita sorte. Desde o início, até o CD ficar pronto, trabalhei com gente muito bacana. Minha gratidão a cada pessoa que participou dessa produção!
E foi mais ou menos assim que esse disco nasceu. Agora chegou a hora dele ir pro mundo. Então, apresento à vocês, “Outonos”.

Preço – R$25,00

Faixas
01 - Eu e Você – Flávio Henrique e Regina souza
02 - Se você quiser mas sem Bronquear – Jorge Benjor
03 - A Estrada – Toni Garrido, Lazão, Da Gama
04 - Desde que te Perdi – Kevin Johansen / versão Moska
05 - Outonos – Lokua Kanza, Vander Lee e Regina Souza
06 - Fado – Chico Amaral
07 - O Atendente – Vander Lee e Regina Souza
08 - Afora a Flor – zeca Baleiro e Regina souza
09 - Desfeito – Vander Lee
10 - À toa – Affonsinho e Regina Souza
11 - Quem sou Eu – Vander Lee e Regina Souza
12 - Mais Samba e menos Lágrimas – Sérgio Pererê